VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM PREVENÇÃO DE PERDAS?

O termos “prevenção de perdas” surgiu no Brasil em meados da década de 90. De lá para cá os grandes varejistas nacionais, liderados pelo GPP da FIA (Grupo de Prevenção de Perdas), vêm estudando e realizando benchmark (copiando as melhores práticas) com as maiores redes de varejo norte-americanas, a fim de influenciar nos comportamentos, adquirir novas técnicas, ferramentas, tecnologia e processos para prevenir suas perdas.

Para termos uma idéia da extensão do problema, as perdas nos EUA giram em torno de US$ 30 bilhões por ano. Isso porque é o país onde mais se utilizam ferramentas e técnicas para prevenir perdas.

Aqui no Brasil a gestão em perdas tem pouco mais de 8 anos, ou seja, estamos ainda engatinhando nesse assunto, apesar de já termos conquistado muitas vitórias.

O pequeno e médio empresário brasileiro só começará a investir em prevenção de perdas, no momento em começar a medir suas perdas.

O maior atrativo em P.P é que a cada real economizado aumenta-se “um real no lucro”, diretamente.

Na prática já pudemos perceber que prevenir perdas é muito mais fácil, rápido e lucrativo do que aumentarmos as vendas.

Para um mercado próspero como o canal alimentar e cujos balanços vêm demonstrando um lucro líquido em torno de 2% sobre a Receita Bruta, economizar em perdas mesmo que seja 0,10%, pode ser uma grande oportunidade de aumentar sensivelmente o lucro do negócio. Com agrada-se a diretoria, em alguns casos aumenta-se o bônus dos funcionários e deixa os acionistas meis felizes e confiantes.

As análises das perdas no Brasil seguem a tendência européia e americana, e são comparados com a “Receita Líquida”, ou seja, a receita líquida é  igual a receita bruta “menos” os impostos relativos à venda. 

A média das perdas no Brasil, nos diversos segmentos avaliados, tais como: alimentar, vestuário, farmacêutico e atacadista de auto-serviço, é de 1,74%. Contudo, não se esqueça de que estamos falando de grandes e organizadas empresas que investem esforços e reais na prevenção de perdas.

Imaginem quais os percentuais médios do mercado em geral, quando mais de 95% dos empresários desconhecem o assunto, e não têm nenhuma política de PP em prática.

A média de 1,74% é calculada entre as perdas do varejo farmacêutico, que é de 0,77%,  e os 2% de perdas do segmento alimentar.

Particularmente não gosto de médias, mas certamente é uma forma de entendermos as variações do mercado, e posicionarmos o índice das demais empresas do mercado.

O mercado trata das perdas, principalmente, através da apuração do INVENTÁRIO (ou balanço dos estoques na linguagem popular). Assim sendo, após a realização do balanço na sua loja você apura o valor efetivamente perdido, divide esse valor pela receita líquida e multiplique-o por 100, para encontrar o percentual de perdas do seu negócio.
Ex: Se as suas perdas são iguais à R$ 5.000,00, durante um determinado período, e a receita líquida “nesse mesmo período” é de R$ 100.000,00, então as suas perdas totais são de 5%.

O quê? Você não realiza balanços na sua loja? Então sugiro que comece a pensar seriamente no assunto, pois se as empresas que controlam rigidamente suas perdas perdem muito, imagine os que não controlam.

IMPORTANTE:
Numa outra oportunidade, se acharem que é interessante, podemos postar uma matéria inteira para falar da prática de balanços e suas apurações. Mande seus comentários que saberemos se isso interessa a maioria.
Cada segmento e perfil de loja, poderá possuir um grupo de produtos mais visados a furto que outros. O importante é sabermos quais os mais visados, e criarmos ações eficazes para “minimizar” suas perdas.
Nas palestras que tenho realizado em todo o país sobre o assunto, mais de 95% dos varejistas confessam nunca terem ouvido falar em prevenção de perdas. Se por um lado isso assusta, por outro nos mostra que ainda temos muito que evoluir no assunto, e consequentemente no aumento do lucro.

O primeiro passo para quem deseja começar a prevenir perdas é:

“BUSQUE AS INFORMAÇÕES”.

Não podemos pensar em reduzir perdas se não soubermos exatamente onde ela acontece.
As estatísticas de mercado nos mostram a seguinte realidade:
– Furto Interno* – 28% (*funcionários)
– Furto Externo** – 19% (**”clientes”)
– Quebra Operacional – 25%
– Erros adm. – 14%
– Fornecedores – 7%
– Outros ajustes – 7%
Se focarmos nossos esforços em prevenir as perdas relativas aos funcionários e clientes, estaremos então atuando sobre 47% do total das perdas, segundo GPP FIA. Agora é só entender: o que, como e quando (horário) estamos sendo lesados, e criarmos ações de prevenção sob medida para a nossa necessidade.
Os varejistas dispõem de diversas ferramentas para prevenir perdas. Seguem abaixo as mais utilizadas:
–  Criterioso recrutamento e seleção de pessoas – Selecionar bem os profissionais que trabalharão em sua loja é a medida mais importante em prevenção de perdas.
– Leis rígidas na tratativa das perdas. Uma política de tolerância zero é altamente eficaz na prevenção de furtos internos.
– Antenas e etiquetas de rádio frequência na entrada das lojas (para saber mais acesse: http://www.nautec.com.br/).
– Espelhos convexos em corredores sem visibilidade.
– Seguranças a paisana no interior da loja.
– Armários de vidro e displays anti-furto.
– C.F.T.V (circuito fechado de televisão).

Cada uma dessas ferramentas tem uma indicação de uso. O valor do investimento deve ser justificado pela expectativa de redução nas perdas.
Não faz o menor sentido investir mais em equipamentos, do que o valor da perda propriamente dito.
Com ações sucessivas de análise e prevenção de perdas, o seu lucro vai gradativamente aumentando, tornando o seu negócio cada vez mais saudável e competitivo.
Se você tem alguma dúvida, deseja maiores esclarecimentos ou tem informações à acrescentar, seja bem-vindo e deixe a sua contribuição nos comentários.
Sucesso.

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17 Comentários

  1. Estou iniciando a coleta de informações para desenvolver uma monografia sobre A Aplicabilidade da Prevenção de Perdas para obtenção de resultados nos pequenos e médios varejos de alimentação e gostaria de poder contar com sua colaboração. Esta monografia é para o mestrado que pretendo iniciar no próximo ano.
    Seu artigo não precisa de comentários, é sensacional.

    • Estou fazendo um Artigo que sera publicado pela UEG – Universidade do Estado de Goias, como exigencia de conclusao de um MBA – Gestão Estrategica de Negocios, gostaria de saber se ja fez esta monografia e se pode disponibilisar para mim, como material para eu estar engrandecendo meu trabalho.

      desde ja agradeco.

  2. Boa noite!

    Meu nome é Roberto,tenho 30 anos ,sou funcionário de uma Empresa de varejo textíl no Rj,onde estou implado o processo cultural de PP.
    Gostaria de sugerir caso ainda não seja realizado , uma convesão para falarmos da PP nas Grandes Empresa trocado experiências.

    Roberto Antunes

    • Boa noite !
      Sou Marco Alvarenga e trabalhei durante 8 anos na àrea de Prevenção de Perdas,iniciei no Carrefour , tive passagens por Sendas S.A. ABC Superemercados, ABC barateiro,Sendas Distribuidora.
      Participei de implantações, avaliação qualitativa e quantitativa de inventários
      Minha Trajetória é de Fiscal de Loja a Coordenador regional de Prevenção de Perdas e Gerente Trainee de área comercial.
      Caso precise de alguém com minha experiência estou a disposição nos telefones (21)30217380 / 81838962

      • Olá Getulio, gostaríamos de agradecê-lo pelo contato mas penso que vc está me confundindo com outra pessoa.

        Mas afirmo que pode contar conosco no que precisar.

        Abraços,

        Marco

  3. Boa noite!

    Sugestão para monografia.

    Hoje algumas Empresas apesar de ver a prevenção de perads com um Departamento com finalidade de solidificar os lucros de uma Empresa,ainda não conseque entede que PP e investimento e não despesa.

    Ex: Investimento em tecnológia,processos ,procedimentos e outros.

    Quando faço tal relato quero tambem lembrar nos casos quando existe a necessidade redução despesa e o primeiro departamento a reduzir é …

  4. No meu modo de ver, depois de mais de 30 anos de atuaçao no varejo, a Prevencao de Perdas faz parte da gestao do negocio, nao existe gestao se nao houver açoes preventivas e pessoas diretamente envolvidas no combate a este mal. Açoes Preventivas sao tao importantes para os resultados do varejo como trabalhar a rentabilidade comercial atraves de açoes mercantis.

    • Olá João,
      Agradecemos o seu contato.
      Estamos totalmente de acordo com a sua opinião. Assim como marketing, prevenção de perdas deve fazer parte do comportamento empresarial, em todos os departamentos. Contudo, por ser uma matéria ainda muito pouco conhecida pelos empresários (principalmente pequenos e médios), tratamos da mesma de forma isolada.
      Pelas margens estreitas do varejo (em geral), prevenir perdas pode ser a diferença entre o lucro e o prejuízo.

      Abraços e continue participando conosco. Caso ainda não tenha acessado, acesse: http://www.geraigire.com.br

      Marco Antonio Geraigire

      • marilia,11-04-2010 venho por meio desta. declaro sim a grande importancia em se ter um departamento de prevençao e perdas,em empresas.Pois só quem mede sabe o que perde.

  5. Este material é muito para quem trabalha no ramo a muito tempo e para quem esta começando.

  6. Este material e muito bom para quem trabalha no ramo ha muito tempo e para quem esta começando.

  7. SUGESTOES PARA A MONOGRAFIA :
    1 – PORQUE CRIAR E MANTER UM DEPTO. DE PREVENCAO DE PERDAS NA EMPRESA ?

    2 – QUAIS OS BENEFICIOS QUE A PREVENCAO DE PERDAS TRAZ PARA A EMPRESA ?

    3 – A IMPORTANCIA DAS PESSOAS PARA A PREVENCAO DE PERDAS

    JOAO CARLOS

  8. Achei seu material muito valioso como fonte de pesquisa, mas infelizmente no brasil alguns logistas encaram a prevenção de perdas ainda como custo e não como investimento, eu trabalho em ribeirão preto oferecendo varias ferramentas para prevenção de perdas no varejo mas encaro as vezes o desafio de mostrar que prevenir sai mais barato do que o que ja se perdeu. parabens pelo estudo

  9. Que cursos vc`s me sugerem para ampliar meu conhecimento na área de PP.

  10. Boa Tarde!

    Tenho 19 anos e estou iniciando no ramo de prevenção a Perdas, trabalho em uma empresa de calçados e vestuários, sendo que, como se tratam de produtos esportivos, logo, as perdas são grandes, vendo que a empresa não investia a fundo em Prevenção,mas após um crescimneto muito grande com perdas a empresa adotou uma maior tolerancia quanto a furtos e perdas, sendo visivel o resulatado desde então.

    É ai que vemos o quanto grandes empresários podem desconhecer o assunto, sendo que, é de suma importância e com resultados significativos que podem alavancar sua empresa.

    Gostaria também de sugerir que fosse colocada uma materia de praticas de balanço, apurações e inventários do ramo varegista.

    Obrigado.

    Att,
    Edenilson

  11. Que cursos FAZER PARA SE TRABALHAR na área de PP.

    • Olá Josi,

      Essa é uma pergunta muito frequente, e a resposta é sempre a mesma. Não existem cursos abertos constantes nessa área.
      As empresas que desenvolvem o estado da arte nessa matéria são os grandes varejistas, que importam suas técnicas do exterior, ou contratam consultorias para ajudálos.

      Temos interesse em montar um curso aberto em prevenção de perdas (básico), devido à grande demanda e necessidade do mercado. A sua empresa tem interesse em participar?

      Atenciosamente,

      Marco Antonio Geraigire
      GERAIGIRE – SOLUÇÕES PARA O VAREJO


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