Ao longo do último século os comerciantes, empresários e varejistas fizeram essa pergunta a si mesmos inúmeras vezes. Trata-se de um fenômeno muito comum chamado MUDANÇAS. Nada é mais constante do que a MUDANÇA.
Como diria a minha falecida avozinha: “O homem só aprende a nadar quando a água bate no seu umbigo”, mas temo que ela tenha sido conservadora demais nesse ditado. Muitas vezes a água encobre o homem, e mesmo assim ele não aprende a nadar.
A cada MUDANÇA macroeconômica, ambiental, legal, institucional, social ou epidemiológica o mercado aplica nas empresas uma lei muito conhecido, criada pelo naturista Charles Darwin, chamada: “Seleção Natural”.
Alguns empresários percebem que algo não cheira bem, e que vem uma mudança por aí, e procuram antever o que acontecerá, estudam mais sobre o assunto e se não conseguem mudar por conta própria pedem ajuda para quem sabe.
Em outros casos, o empresário convence-se a si próprio de que nada lhe fará mal, que está há décadas nesse negócio e depois de ter sobrevivido há tantas MUDANÇAS nada o atingirá. Esquece-se do Império Romano (extinto), da Sears (extinta), da Mesbla (extinta), das empresas Matarazz0 (extintas), dos inúmeros bancos que encerraram suas atividades no país, e mais recentemente da situação de uma gigante chamada General Motors, da própria Ford, do The New York Times, do extinto Chicago Post, da dívida ESTRATOSFÉRICA da AGF Seguradora, enfim, de que das 500 maiores empresas americanas dos último 50 anos, apenas a GE permanece no mesmo ranking desde o início.
O que acontece? Em que momento começamos a pensar que somos invencíveis e que nada pode nos derrubar? O excesso de confiança é quase tão danoso do que a total falta dela.
Para o varejo farmacêutico, o ano de 2009 nasce como um novo momento de reflexão e de mudanças. Assim como em diversos outros segmentos varejistas, ainda têm empresários que só obtêm lucro na sua operação, através da sonegação de impostos. Por outro lado o fisco aprimora dia a dia os seus controles, sua tecnologia e a sua capacidade de auditoria. Qual será o futuro que se desenha? Não precisa ser mágico para entender que, ou aprendemos a obter lucro através do processo de compra e venda, administrando estoque e gastos, ou não sobreviveremos no futuro.
Você pode estar se perguntando, e agora o que é que eu faço?? Pois bem, comece entendendo que é preciso profissionalizar a sua empresa, e de repente a si mesmo. Estudar mais sobre gestão no varejo, contratar pessoas que o ajudem nisso.
Responda-me uma coisa:
1. A sua empresa dá lucro?
2. Você emite um DRE mensal ?
3. Qual o CMV da sua empresa? E a margem média?
4. Você possui um fluxo de caixa para os próximos meses?
5. Administra a curva ABC de estoque pessoalmente? Quanto você tem imobilizado em estoque, em reais?
6. Qual o ponto de equilíbrio do seu negócios? Quais as vendas previstas para os próximos seis meses?
Se você respondeu SIM apenas uma vez, já passou da hora de você procurar por ajuda.
Se você respondeu SIM para todas as perguntas acima, eu tenho outra pergunta: Você sabe o que fazer com todos esses dados? Você sabe qual botão apertar para a sua margem subir? E o CMV??? Como calcular o ponto de equilíbrio??
Se tudo aquilo que escrito acima deixou você confuso, e não tem a menor noção do que se trata, ou por onde começar é melhor você rever os seus planos de futuro, pois talvez tenha que voltar a procurar emprego.
Ou você muda, ou o mercado muda você. É simples assim, a vida empresarial é impetuosa e não admite erros consecutivos. Pense nisso.
Marco Antonio Geraigire – Consultor e especialistas em varejo e empresário.
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